Abdiquei de muitas coisas pra estar aqui agora, mergulhada em revolta e nervosismo. Abdiquei de festa, de diversão, de sono e de folga, tudo pra estar aqui.
Horas que eu poderia ter usado pra ler um livro, pra conversar com amigos ou até pra ter brincado mais com meu gato eu desperdicei lendo, sublinhando e exercitando três anos de árduo estudo.
Dias em que eu podia ter ficado calma, olhando serenamente pro meu namorado ou até simplesmente dormindo eu gastei com cursinhos, livros maçantes e piadinhas muitas vezes sem graça de professores.
Todas as vezes em que eu poderia ter evitado uma briga com a minha família pelo fato de não desligarem a maldita tevê pra me dar um segundo só de silêncio, eu desejava era estar ali, rindo ao lado deles.
Tudo isso pra, agora, eu estar aqui, pensando em tudo o que eu abdiquei pra poder chorar de nervosismo, sentir como se uma cobra se remexesse no meu estômago, achar que todos estão contra mim e que nada vai dar certo. Tudo isso por causa de uma prova.
E então eu me pergunto... O que me moveu até aqui? Admito, não gosto de estudar, mas 1/5 dos meus dias durante quase um ano foi dedicado a isso.
E por quê cargas d'água eu me sinto tão perdida e tão sozinha, quando todos que eu amo estão aqui, ao meu lado, prontos para me ajudar na hora em que eu precisar?
E por quê, por quê eu me descabelo e não consigo dormir à noite por causa de um simples maço de papel?!
Desde quando uma prova me fez tão mal...?
ONDE ESTÁ O MEU BOM SENSO E A MINHA SANIDADE, MEU DEUS?
27.12.08
23.12.08
Mais uma declaração de eterno amor.
Leio poemas velhos de livros amarelados onde as traças já fizeram família. Será que tu me amas com o mesmo amor que te dou com tanta devoção e magia surreal?
Assisto a filmes mudos pra poder ouvir meus próprios soluços provindos do choro de emoção no momento em que a mocinha beija o rapaz por quem lutou durante 2 horas de uma vida inteira. Beijos assim podem acontecer em todos os momentos da nossa vida pérfida e insólita?
Caço borboletas do vigésimo andar de um edifício que se encontra numa rua onde as árvores são de asfalto cinza e morto. Algum dia uma borboleta terá mais cores que as que vejo dentro dos teus olhos de bolinha de gude?
Abro mão de abrir a janela pra ter no quarto o cheiro do perfume que tu trazes impregnado na camisa. E se um dia esse perfume entontecedor não puder mais me trazer o brio do resquício do nosso amor?
Esqueço ruas e bares e casas e viajens pra poder ter teu rosto permanentemente defronte os meus olhos. O que mais peço eu, meu Deus, se não que tu fiques pra sempre aqui, parado, sem sorrir nem chorar, olhando fixamente pra mim pra quando, na velhice, eu lembrar-me o quão lindo sempre fostes!
Sinto frio e arrepio só pra tu poderes me abraçar e sentires o quão importante e vital és pra mim. Mas nada pode ser mais vital que o calor que me passas a cada beijo e a cada afago que me trazes com ardor.
Ouço surda, falo muda e vejo cega a imagem do amor que tu trazes em tuas feições.
Assisto a filmes mudos pra poder ouvir meus próprios soluços provindos do choro de emoção no momento em que a mocinha beija o rapaz por quem lutou durante 2 horas de uma vida inteira. Beijos assim podem acontecer em todos os momentos da nossa vida pérfida e insólita?
Caço borboletas do vigésimo andar de um edifício que se encontra numa rua onde as árvores são de asfalto cinza e morto. Algum dia uma borboleta terá mais cores que as que vejo dentro dos teus olhos de bolinha de gude?
Abro mão de abrir a janela pra ter no quarto o cheiro do perfume que tu trazes impregnado na camisa. E se um dia esse perfume entontecedor não puder mais me trazer o brio do resquício do nosso amor?
Esqueço ruas e bares e casas e viajens pra poder ter teu rosto permanentemente defronte os meus olhos. O que mais peço eu, meu Deus, se não que tu fiques pra sempre aqui, parado, sem sorrir nem chorar, olhando fixamente pra mim pra quando, na velhice, eu lembrar-me o quão lindo sempre fostes!
Sinto frio e arrepio só pra tu poderes me abraçar e sentires o quão importante e vital és pra mim. Mas nada pode ser mais vital que o calor que me passas a cada beijo e a cada afago que me trazes com ardor.
Ouço surda, falo muda e vejo cega a imagem do amor que tu trazes em tuas feições.
26.11.08
E no fim as coisas são como imaginei...
Lembro muito bem de todas as minhas fases como estudante - a cdf, a revoltada, a repetente, a marginal, a compenetrada - mas nenhuma vai me deixar tanta saudade quanto essa pela qual eu estou passando: a fase final.
Sempre imaginei a emoção de terminar pra sempre o colégio. Aulas nunca mais, festas enlouquecidas e altas viagens e a sensação de nunca mais ver professores... Mas não me sinto assim. Sinto uma década e meia da minha vida sendo deixadas pra trás sem um pingo de remorso, todas as pessoas e lugares e conversas e aulas indo embora pra ficar em um lugar que definitivamente não vai ser a minha memória, porque todo adulto não lembra nem da metade da sua vida escolar.
Que merda! Por que cargas d'água tem que acabar? Eu não quero ver meus ex-colegas velhos, quero tê-los sempre jovens, aqui, comigo!
Não quero ter que refazer amigos! Demorei muito tempo pra descobrir o verdadeiro sentido de confiança e amizade, custei a perceber que respeito é o principal ingrediente pra uma amizade dar certo, e justo agora, quando eu mais vou precisar de todos eles, vem o destino e nos separa sem nem ao menos perguntar se queremos essa separação!
Sim, por mais que doa ao meu orgulho dizer isso, eu vou sentir saudades doloridas de todos os momentos que passei com todos vocês.
No fim as coisas são, mesmo, como imaginei, mas eu espero poder contar com todos aqueles que se foram ao longo dessa infeliz trajetória escolar para a nova fase da vida de todos.
Agora sim, somos adultos.
(Embora muitos de nós não deseje isso...)
Sempre imaginei a emoção de terminar pra sempre o colégio. Aulas nunca mais, festas enlouquecidas e altas viagens e a sensação de nunca mais ver professores... Mas não me sinto assim. Sinto uma década e meia da minha vida sendo deixadas pra trás sem um pingo de remorso, todas as pessoas e lugares e conversas e aulas indo embora pra ficar em um lugar que definitivamente não vai ser a minha memória, porque todo adulto não lembra nem da metade da sua vida escolar.
Que merda! Por que cargas d'água tem que acabar? Eu não quero ver meus ex-colegas velhos, quero tê-los sempre jovens, aqui, comigo!
Não quero ter que refazer amigos! Demorei muito tempo pra descobrir o verdadeiro sentido de confiança e amizade, custei a perceber que respeito é o principal ingrediente pra uma amizade dar certo, e justo agora, quando eu mais vou precisar de todos eles, vem o destino e nos separa sem nem ao menos perguntar se queremos essa separação!
Sim, por mais que doa ao meu orgulho dizer isso, eu vou sentir saudades doloridas de todos os momentos que passei com todos vocês.
No fim as coisas são, mesmo, como imaginei, mas eu espero poder contar com todos aqueles que se foram ao longo dessa infeliz trajetória escolar para a nova fase da vida de todos.
Agora sim, somos adultos.
(Embora muitos de nós não deseje isso...)
24.11.08
Onde foi parar o bom senso, meus Deus?!
Hoje era pra ser um dia especial pra comunidade. Era. Certamente alguns pensarão "oh, mas o que houve de tão importante assim?". Explico.
Há alguns anos o Colégio Unificado de Porto Alegre, cidade na qual moro e pela qual morro de amores, promove uma ação beneficente em que centenas de alunos se unem pra doar uma parte do seu corpo - o sangue.
A Ação Unificado Sangue Bom é noticiada pela mídia e altamente elogiada pela sociedade. Além disso, é admirável ver tantos adolescentes - aqueles que não se importam com nada e querem destruir o mundo maravilhoso e perfeito que nossos adultos criaram - se mobilizando para ajudar os hemocentros da cidade.
Porto Alegre precisa de sangue, e nós nos propusemos a doá-lo. Quantas milhares de pessoas se beneficiarão com aqueles 450g tirados do corpo de cada estudante? Não sei, sinceramente, mas é aqui que começa a minha revolta.
Onde está o bom atendimento para com aqueles que vêm de boa vontade doar o seu sangue? O sangue é nosso, não é poder público, pelo amor de Deus! Não nos importamos com o fato de não haver um "lanchinho" após a doação, muito pelo contrário, até entendemos
! Afinal, o serviço é inteiramente gratuito, e há muito mais para se gastar do que com comes e bebes para quem é doador. Podemos, muito bem, levar o nosso lanche de casa.
Agora, descaso NÃO! Ouvi da boca de uma enfermeira a seguinte frase "tu não achas que são alunos demais?" Alunos demais?! Até onde eu sei os hemocentros são quase vazios!
Enquanto isso, outra enfermeira, que atendia somente o balcão, reclamava por ter que transferir as fichas que as prestimosas atendentes do nosso colégio preencheram à mão, alegando "atrasar todo o serviço que ainda tinha por fazer". Dizia também "ser loira e que neurônios não acompanhavam a composição da tinta". Ahn?! Como então conseguiu concluir o curso de enfermagem? Todos sabemos que esse curso não é tão fácil assim!
Simplesmente não doei. Não naquele hospital. Sou uma ferrenha defensora do bom préstimo de serviços e não admito ver tanto descaso e tanta grosseria vinda de pessoas que estão ali pra ajudar a salvar vidas.
O dia que algum parente dessas amáveis enfermeiras precisar de sangue, talvez, elas prestem atenção no que estão fazendo ali naquele hemocentro.
Por enquanto, é isso.
Há alguns anos o Colégio Unificado de Porto Alegre, cidade na qual moro e pela qual morro de amores, promove uma ação beneficente em que centenas de alunos se unem pra doar uma parte do seu corpo - o sangue.
A Ação Unificado Sangue Bom é noticiada pela mídia e altamente elogiada pela sociedade. Além disso, é admirável ver tantos adolescentes - aqueles que não se importam com nada e querem destruir o mundo maravilhoso e perfeito que nossos adultos criaram - se mobilizando para ajudar os hemocentros da cidade.
Porto Alegre precisa de sangue, e nós nos propusemos a doá-lo. Quantas milhares de pessoas se beneficiarão com aqueles 450g tirados do corpo de cada estudante? Não sei, sinceramente, mas é aqui que começa a minha revolta.
Onde está o bom atendimento para com aqueles que vêm de boa vontade doar o seu sangue? O sangue é nosso, não é poder público, pelo amor de Deus! Não nos importamos com o fato de não haver um "lanchinho" após a doação, muito pelo contrário, até entendemos
! Afinal, o serviço é inteiramente gratuito, e há muito mais para se gastar do que com comes e bebes para quem é doador. Podemos, muito bem, levar o nosso lanche de casa.Agora, descaso NÃO! Ouvi da boca de uma enfermeira a seguinte frase "tu não achas que são alunos demais?" Alunos demais?! Até onde eu sei os hemocentros são quase vazios!
Enquanto isso, outra enfermeira, que atendia somente o balcão, reclamava por ter que transferir as fichas que as prestimosas atendentes do nosso colégio preencheram à mão, alegando "atrasar todo o serviço que ainda tinha por fazer". Dizia também "ser loira e que neurônios não acompanhavam a composição da tinta". Ahn?! Como então conseguiu concluir o curso de enfermagem? Todos sabemos que esse curso não é tão fácil assim!
Simplesmente não doei. Não naquele hospital. Sou uma ferrenha defensora do bom préstimo de serviços e não admito ver tanto descaso e tanta grosseria vinda de pessoas que estão ali pra ajudar a salvar vidas.
O dia que algum parente dessas amáveis enfermeiras precisar de sangue, talvez, elas prestem atenção no que estão fazendo ali naquele hemocentro.
Por enquanto, é isso.
7.10.08
Ligações (quase) estranhas
Me perguntam as coisas como se eu soubesse as respostas pra tudo desde recém-nascida. Sinto muito, não as tenho, mas posso tentar responder aquilo que não me parecer complexo e que for social e ideologicamente aceitável.
Eu me pergunto as coisas como se a resposta viesse de pára-quedas e pousasse na palma da minha mão. Com os anos descobri que, quando se menos espera, e quando não se quer esperar, é que a resposta aparece. Assim como tudo na minha vida.
Descobri, ao longo dos anos, que não existe nenhum velho barbudo e alvíssimo nos espiando por entre as nuvens do céu. Descobri que Deus é amor, e se Deus é amor, Ele deve ser chamado de amor, simplesmente.
Descobri que o acaso é pai da felicidade, e se amor é sinônimo de felicidade, Deus é o acaso.
Foi no meio do acaso que eu te encontrei.
Descobri que nós somos dois ímãs, iguais por fora, diferentes na essência e altamente atrativos um ao outro; descobri que o teu beijo era um fósforo, que eu, um simples candeeiro, ao recebê-lo, arderia em chamas; descobri que os teus abraços eram de pedra, e que nada me atingiria dentro deles. Isso é amor.
Descobri que depois de te amar não existem mais acasos; existem planos. E, se planos são parte do amor, e Deus é amor, os planos são Deus. Vi que as nossas desavenças eram o grande tempero do amor. Então, se desavenças temperam o amor, e o amor é Deus, Deus é desavença.
Descobri que a tua ausência me causa uma dor estranha no fundo do peito, que tem lágrimas e suspiros de saudade como acompanhamento.
Então, se saudade faz parte do amor, e amor é Deus...
...o Resto tu já sabe.
Eu me pergunto as coisas como se a resposta viesse de pára-quedas e pousasse na palma da minha mão. Com os anos descobri que, quando se menos espera, e quando não se quer esperar, é que a resposta aparece. Assim como tudo na minha vida.
Descobri, ao longo dos anos, que não existe nenhum velho barbudo e alvíssimo nos espiando por entre as nuvens do céu. Descobri que Deus é amor, e se Deus é amor, Ele deve ser chamado de amor, simplesmente.
Descobri que o acaso é pai da felicidade, e se amor é sinônimo de felicidade, Deus é o acaso.
Foi no meio do acaso que eu te encontrei.
Descobri que nós somos dois ímãs, iguais por fora, diferentes na essência e altamente atrativos um ao outro; descobri que o teu beijo era um fósforo, que eu, um simples candeeiro, ao recebê-lo, arderia em chamas; descobri que os teus abraços eram de pedra, e que nada me atingiria dentro deles. Isso é amor.
Descobri que depois de te amar não existem mais acasos; existem planos. E, se planos são parte do amor, e Deus é amor, os planos são Deus. Vi que as nossas desavenças eram o grande tempero do amor. Então, se desavenças temperam o amor, e o amor é Deus, Deus é desavença.
Descobri que a tua ausência me causa uma dor estranha no fundo do peito, que tem lágrimas e suspiros de saudade como acompanhamento.
Então, se saudade faz parte do amor, e amor é Deus...
...o Resto tu já sabe.
2.10.08
Competi-Dor
Nunca sofri perdas dolorosas ou tive ma vida sofrida. Pelo contrário, ela sempre foi amena e sem grandes emoções freqüentes. Mas eu tenho as minhas dores.
Não pense que elas são uma piada; se você, pessoa sofrida, que só comeu o pão que o diabo amassou, achar isso, é porque é um perdedor. E perdedores nunca acham que há dor maior que a sua.
Eu sofro de amor, sofro de saudade, sofro de rejeição. Eu sou um ser humano, dotado de razão, emoção. E dor.
Quando eu sofro de amor não estou sofrendo a pior das lástimas; amor é sublime e gostoso de se sentir. Eu gosto, e muito, dessa dor.
Ah, tudo bem, você pode ter sofrido a vida toda por um amor que nunca lhe correspondeu à altura, ou deve ter sido alguém que nunca foi amado e nem será... Mas eu sofro a dor gostosa de ser amada, de amar, de ter alguém ao meu lado todos os dias... Alguém que me liga pra saber como eu estou, me superprotege - e não que eu goste disso, mas é tão bom ser a bonequinha de vidro de alguém...! - e que se preocupa com a minha saúde e o meu bem-estar.
Quando eu sofro de rejeição, não me sinto só, ou mal amada, ou até mesmo rejitada. Me sinto incompreendida por aqueles que me cercam e -pasmem!- até por aqueles que dizem, em vão, me amar. Não me refiro a quem antes me referi quando disse sofrer por amor, e, sim, a outrem.
Mas você pode ser uma daquelas pessoas que nunca teve amigos nem amores e mora com quarenta e sete gatos num apartamento quarto-e-sala. Sim, eu tenho amigos e familiares, e por mais que às vezes eu os odeie, na maior parte do tempo eu gosto - e amo, mas só os familiares - e aturo as intemperanças deles, e eles, as minhas.
Quando eu sofro de saudade, eu sinto a perda de pessoas e bichos que amei. Nunca senti saudade de alguém que nunca tivesse demonstrado a mínima afeição por mim, e, juro, nunca sentirei.
E você é uma daquelas pessoas que, além de ser mal amada e morar com trocentos gatos num JK é órfã de pai e mãe e seus pais, por sua vez, foram ambos órfãos de pai e mãe. Não lhe tirarei os louros de pessoa mais sofrida do universo, imagine... Mas eu sinto a dor da saudade que se expande no peito, se espalha pela cabeça, mãos e pés, que dói profundamente no estômago toda vez que eu penso em quem perdi... E paro por aqui, porque olho pra mim e não consigo ver dores maiores que essas no meu âmago; você pode se sentir o mais desgraçado do universo, o mais perdido no mundo, o mais sozinho... Mas você nunca vai poder dizer que a sua dor é maior que a dos outros, se não a conhecer.
E que Deus nunca me traga a dor de perder um filho.
Não pense que elas são uma piada; se você, pessoa sofrida, que só comeu o pão que o diabo amassou, achar isso, é porque é um perdedor. E perdedores nunca acham que há dor maior que a sua.
Eu sofro de amor, sofro de saudade, sofro de rejeição. Eu sou um ser humano, dotado de razão, emoção. E dor.
Quando eu sofro de amor não estou sofrendo a pior das lástimas; amor é sublime e gostoso de se sentir. Eu gosto, e muito, dessa dor.
Ah, tudo bem, você pode ter sofrido a vida toda por um amor que nunca lhe correspondeu à altura, ou deve ter sido alguém que nunca foi amado e nem será... Mas eu sofro a dor gostosa de ser amada, de amar, de ter alguém ao meu lado todos os dias... Alguém que me liga pra saber como eu estou, me superprotege - e não que eu goste disso, mas é tão bom ser a bonequinha de vidro de alguém...! - e que se preocupa com a minha saúde e o meu bem-estar.
Quando eu sofro de rejeição, não me sinto só, ou mal amada, ou até mesmo rejitada. Me sinto incompreendida por aqueles que me cercam e -pasmem!- até por aqueles que dizem, em vão, me amar. Não me refiro a quem antes me referi quando disse sofrer por amor, e, sim, a outrem.
Mas você pode ser uma daquelas pessoas que nunca teve amigos nem amores e mora com quarenta e sete gatos num apartamento quarto-e-sala. Sim, eu tenho amigos e familiares, e por mais que às vezes eu os odeie, na maior parte do tempo eu gosto - e amo, mas só os familiares - e aturo as intemperanças deles, e eles, as minhas.
Quando eu sofro de saudade, eu sinto a perda de pessoas e bichos que amei. Nunca senti saudade de alguém que nunca tivesse demonstrado a mínima afeição por mim, e, juro, nunca sentirei.
E você é uma daquelas pessoas que, além de ser mal amada e morar com trocentos gatos num JK é órfã de pai e mãe e seus pais, por sua vez, foram ambos órfãos de pai e mãe. Não lhe tirarei os louros de pessoa mais sofrida do universo, imagine... Mas eu sinto a dor da saudade que se expande no peito, se espalha pela cabeça, mãos e pés, que dói profundamente no estômago toda vez que eu penso em quem perdi... E paro por aqui, porque olho pra mim e não consigo ver dores maiores que essas no meu âmago; você pode se sentir o mais desgraçado do universo, o mais perdido no mundo, o mais sozinho... Mas você nunca vai poder dizer que a sua dor é maior que a dos outros, se não a conhecer.
E que Deus nunca me traga a dor de perder um filho.
17.9.08
Um Ode à Balança
Começa com orgias gastronômicas. Tudo é ótimo, tudo é lindo, e o seu corpo ainda está em forma. Não bem bem em forma, mas suficientemente aceitável para si e para a "sociedade" - no caso, o seu namorado.
Depois, um leve sentimento de culpa que logo é superado por um ou dois copos de coca-cola. Tudo bem, o seu corpo ganhou um calombinho na região abdominal, e você pensa "eu até fiquei sexy...!"
Ledo engano.
É só quando seus pés descalços tocam a superfície gelada daquela balança analógica que fica debaixo da pia do seu banheiro que você se dá conta da catástrofe criada. Até as suas costas têm gordura, meu Deus!
O ponteiro da balança enlouquece. Não pode ser... Você sobe uma, duas, três vezes. "Opa, desceu um pouco", você pensa, mas ao descer da maldita, percebe que ela desregulou. É aquilo mesmo que você leu. Bem aquilo. Do nada, de coisinha fofinha e lindinha, você passa a bicho nojento e asqueroso, cheio de pregas e todo molenga e... ai, que nojo!
E pensar que nem era tão exagerada assim aquela comilança... Bebia seis canecos de chopp - o que era considerado pouco, porque aquele chopp era realmente bom -, um xis triplo e depois sentia aquele soninho...!
Não. Tudo, menos gorda. Tudo bem, gordinhos são legais e muitas vezes bonitos... mas não são enormes, assim como você está. Há um abismo com um laguinho de banha no meio entre gordinhos e monstros. E você, resolutamente, mais resolutamente que nunca, decide fazer um regime.
Ah.. o regime! Tudo é motivação, um estômago doendo de dor é uma alegria sem fim, uma pelanca sem gordura é um mar de alegrias... até aquele seu colega infeliz aparecer com uma coisa bem gostosa e bem gordurosa e perguntar maldosamente: "Quer?"
"Óbvio que sim, seu maldito sem vergonha, mas você não me põe pra baixo, porque eu decidi não ser um porco feito você!" é o que passa pela sua cabecinha abstêmio. E você recusa aquele alimento - ou seria droga? - dos deuses e prefere comer a sua maçãzinha.
E é óbvio que quando você chegar em casa, vai devorar um porco pela perna, porque quando a sua mãe avisou que maçã em jejum dava fome, você simplesmente ignorou.
Depois, um leve sentimento de culpa que logo é superado por um ou dois copos de coca-cola. Tudo bem, o seu corpo ganhou um calombinho na região abdominal, e você pensa "eu até fiquei sexy...!"
Ledo engano.
É só quando seus pés descalços tocam a superfície gelada daquela balança analógica que fica debaixo da pia do seu banheiro que você se dá conta da catástrofe criada. Até as suas costas têm gordura, meu Deus!
O ponteiro da balança enlouquece. Não pode ser... Você sobe uma, duas, três vezes. "Opa, desceu um pouco", você pensa, mas ao descer da maldita, percebe que ela desregulou. É aquilo mesmo que você leu. Bem aquilo. Do nada, de coisinha fofinha e lindinha, você passa a bicho nojento e asqueroso, cheio de pregas e todo molenga e... ai, que nojo!
E pensar que nem era tão exagerada assim aquela comilança... Bebia seis canecos de chopp - o que era considerado pouco, porque aquele chopp era realmente bom -, um xis triplo e depois sentia aquele soninho...!
Não. Tudo, menos gorda. Tudo bem, gordinhos são legais e muitas vezes bonitos... mas não são enormes, assim como você está. Há um abismo com um laguinho de banha no meio entre gordinhos e monstros. E você, resolutamente, mais resolutamente que nunca, decide fazer um regime.
Ah.. o regime! Tudo é motivação, um estômago doendo de dor é uma alegria sem fim, uma pelanca sem gordura é um mar de alegrias... até aquele seu colega infeliz aparecer com uma coisa bem gostosa e bem gordurosa e perguntar maldosamente: "Quer?"
"Óbvio que sim, seu maldito sem vergonha, mas você não me põe pra baixo, porque eu decidi não ser um porco feito você!" é o que passa pela sua cabecinha abstêmio. E você recusa aquele alimento - ou seria droga? - dos deuses e prefere comer a sua maçãzinha.
E é óbvio que quando você chegar em casa, vai devorar um porco pela perna, porque quando a sua mãe avisou que maçã em jejum dava fome, você simplesmente ignorou.
5.9.08
PUCRS x UFRGS
Antes de começar, eu queria avisar que esse textinho não visa ofender a ninguém. Comecemos, então :D
Coisas que a PUC oferece que a UFRGS nunca vai te oferecer, amiguinho!!
*Panfletos com "Inscreva-se já"
*Brindes!
*DOIS vestibulares!!
*Um rombo na conta bancária!
*Pessoas quase normais
e muitas outras coisas que eu nem lembro agora... e nem tô a fim de lembrar...
Enfim, era isso. Não ando muito criativa ultimamente...
Coisas que a PUC oferece que a UFRGS nunca vai te oferecer, amiguinho!!
*Panfletos com "Inscreva-se já"
*Brindes!
*DOIS vestibulares!!
*Um rombo na conta bancária!
*Pessoas quase normais
e muitas outras coisas que eu nem lembro agora... e nem tô a fim de lembrar...
Enfim, era isso. Não ando muito criativa ultimamente...
30.8.08
O pior dia e a melhor parte dele.
6:30. Droga. Acordar pra quê?! Tá quentinho aqui. Escova dente. Penteia cabelo. Cabelo idiota, não pára!
Leite. Leite, leite, leite... não tem leite gelado. Nunca tem. Nescau? Não. Toddy. Não tem o mesmo gosto, mas quem não tem cão, caça com gato. Tô atrasada. Merda. Que se dane, eu chego nos "15 minutos"...
Milagre, cheguei bem no horário. Alguma coisa tinha que dar certo nesse meu dia. Agora aula. Aula, aula, aula... Acaba, pelo amor de Deus!
Almoço. Almoço solitário acompanhado de saudade. Bem que já podia ser 17:30. Celular. Ele. Saudade! Mais umas horinhas e eu tenho ele só pra mim.
Carinho. Eu quero carinho. E eu quero chorar. Meu dia tá uma bosta.
Aula de novo. Ai, que saco! Aula, aula, aula...
Sono. Sono, carência e vontade de chorar. Aula. Grr... Tô sublimando meu cérebro, quase! Socorro!
Merda. Um dia eu descanso. Um dia...
Celular. Ele de novo. Três palavras. Só isso e me abre um sorriso enorme.
Tu acaba de deixar meu dia MUITO bom.
Eu também te amo!
Leite. Leite, leite, leite... não tem leite gelado. Nunca tem. Nescau? Não. Toddy. Não tem o mesmo gosto, mas quem não tem cão, caça com gato. Tô atrasada. Merda. Que se dane, eu chego nos "15 minutos"...
Milagre, cheguei bem no horário. Alguma coisa tinha que dar certo nesse meu dia. Agora aula. Aula, aula, aula... Acaba, pelo amor de Deus!
Almoço. Almoço solitário acompanhado de saudade. Bem que já podia ser 17:30. Celular. Ele. Saudade! Mais umas horinhas e eu tenho ele só pra mim.
Carinho. Eu quero carinho. E eu quero chorar. Meu dia tá uma bosta.
Aula de novo. Ai, que saco! Aula, aula, aula...
Sono. Sono, carência e vontade de chorar. Aula. Grr... Tô sublimando meu cérebro, quase! Socorro!
Merda. Um dia eu descanso. Um dia...
Celular. Ele de novo. Três palavras. Só isso e me abre um sorriso enorme.
Tu acaba de deixar meu dia MUITO bom.
Eu também te amo!
27.8.08
O que seria do amor sem a maçã?
E se Eva não tivesse mordido aquela bendita maçã?
Acho que eu não te teria aqui, agora, passeando dedos mornos no meu dorso nu. Talvez nem esse olhar cheio de candura estivesse me olhando agora, e muito menos teus lábios - ah, os lábios - não me dariam o mais doce de todos os beijos.
Talvez nem nos conhecêssemos.
E se não houvesse amor? Deus, eu não quero nem pensar nisso. Sem amor não haveria vida. Malditas maçãs...
"Tu consegues viver sem mim?"
Não me espanta teu olhar de desapontamento quando digo que sim. Mas não quero, não posso.
Sem ti sequer pensaria. Não veria. Não sentiria. Não sonharia. Não existiria.
Malditas vermelhas pecadoras maçãs!
Mas o que seria de mim, de nós, sem elas...?
Pouco me importaria tua petulância em dizer que "tem mais anos literários que eu", e não me enfureceria ouvir tuas amáveis brincadeiras infames... Ah, maçãs...
Mas não me atenho a isso.
Puxa-me pela cintura e me beija, simplesmente.
Porque temos maçãs, e muitas.
Acho que eu não te teria aqui, agora, passeando dedos mornos no meu dorso nu. Talvez nem esse olhar cheio de candura estivesse me olhando agora, e muito menos teus lábios - ah, os lábios - não me dariam o mais doce de todos os beijos.
Talvez nem nos conhecêssemos.
E se não houvesse amor? Deus, eu não quero nem pensar nisso. Sem amor não haveria vida. Malditas maçãs...
"Tu consegues viver sem mim?"
Não me espanta teu olhar de desapontamento quando digo que sim. Mas não quero, não posso.
Sem ti sequer pensaria. Não veria. Não sentiria. Não sonharia. Não existiria.
Malditas vermelhas pecadoras maçãs!
Mas o que seria de mim, de nós, sem elas...?
Pouco me importaria tua petulância em dizer que "tem mais anos literários que eu", e não me enfureceria ouvir tuas amáveis brincadeiras infames... Ah, maçãs...
Mas não me atenho a isso.
Puxa-me pela cintura e me beija, simplesmente.
Porque temos maçãs, e muitas.
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