Me perguntam as coisas como se eu soubesse as respostas pra tudo desde recém-nascida. Sinto muito, não as tenho, mas posso tentar responder aquilo que não me parecer complexo e que for social e ideologicamente aceitável.
Eu me pergunto as coisas como se a resposta viesse de pára-quedas e pousasse na palma da minha mão. Com os anos descobri que, quando se menos espera, e quando não se quer esperar, é que a resposta aparece. Assim como tudo na minha vida.
Descobri, ao longo dos anos, que não existe nenhum velho barbudo e alvíssimo nos espiando por entre as nuvens do céu. Descobri que Deus é amor, e se Deus é amor, Ele deve ser chamado de amor, simplesmente.
Descobri que o acaso é pai da felicidade, e se amor é sinônimo de felicidade, Deus é o acaso.
Foi no meio do acaso que eu te encontrei.
Descobri que nós somos dois ímãs, iguais por fora, diferentes na essência e altamente atrativos um ao outro; descobri que o teu beijo era um fósforo, que eu, um simples candeeiro, ao recebê-lo, arderia em chamas; descobri que os teus abraços eram de pedra, e que nada me atingiria dentro deles. Isso é amor.
Descobri que depois de te amar não existem mais acasos; existem planos. E, se planos são parte do amor, e Deus é amor, os planos são Deus. Vi que as nossas desavenças eram o grande tempero do amor. Então, se desavenças temperam o amor, e o amor é Deus, Deus é desavença.
Descobri que a tua ausência me causa uma dor estranha no fundo do peito, que tem lágrimas e suspiros de saudade como acompanhamento.
Então, se saudade faz parte do amor, e amor é Deus...
...o Resto tu já sabe.
Um comentário:
neeem preciso comentá, né?
lindo x}
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