18.6.10

Sem Título [2]

Sentei na soleira da porta, a camisola por debaixo do chambre subindo ao menor movimento; Larguei ao meu lado o livro, o cinzeiro e a taça.
Saí da cama porque as vozes me importunavam.
Traguei como se aquele fosse o último cigarro da face da terra, olhei pro céu, depois pro livro. Ignorei-o.
Idiotice minha, esquecera os chinelos. Então olhei para os meus pés: mexia os pequenos dedos roxos, sem senti-los... E foi aí que me lembrei.
Com os chinelos, eu esquecera como era viver.

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