23.4.10

Um pouco de perdão.

Perdoa, porque pequei.
Vendei teus olhos
Beijei teu rosto
E saí porta afora, sem remorso.
E enquanto tu jazias no teu sono limpo e inocente
Enquanto tu sonhavas
Eu fui leviana.
Me refestelei em outros corpos, beijei outros lábios,
Nenhum igual ao teu, mas todos desejados.
Perdoa, porque não te menti.
Não tive a audácia de te esconder a verdade
Tu sabias, tu sabias!
Alarmei teu coração das minhas armadilhas,
Das minhas ânsias e vontades.
Perdoa, te mando agora;
Sempre soubeste o quão dissimulada sou
Sempre viste a mentira brilhar nos olhos meus
Não te faças louco, que tu sempre soubeste
É esse teu coração burro e puro e amoroso
Coração que não mereço, não mereço
Porque enquanto pensavas em mim,
Meu corpo encostava no dele;
Se sonhavas comigo,
Sequer lembrava teu nome.
Chamavas meu nome, e eu o dele
Juravas amor
Mas que amor?
Eu joguei fora.
Perdoa, ou não perdoa.
Porque não sou santa
Foste ingênuo na minha maldade
Vítima do meu corpo

Agora vai, e não volta.
Tu já sabias.

Um comentário:

Maria Amália disse...

Independente se 'eles' virão e irão, eu sempre estarei aqui. Amo você.